Bebidas sem álcool para adultos

Ao passo em que se discute cada vez mais o consumo moderado de álcool, o mercado de bebidas sem álcool ou com menor graduação alcoólica vem crescendo vertiginosamente e o cenário passa por grandes transformações ao redor do mundo. Segundo a revista norte-americana Bon Appetit, nos Estados Unidos, o mercado de bebidas engarrafadas sem (no alcohol) ou com pouco álcool (low-alcohol) deve crescer cerca de 32% até 2022.

No universo dos “sem álcool”, o mercado mundial já conta com inovadoras opções de bebidas refrescantes, criativas e de sabores tão complexos quanto os alcoólicos, podendo ter até mesmo características saudáveis e funcionais (quem recebeu a última news, já sabe do que estamos falando).

Afinal, bebida sem álcool não precisa ser sem graça, não é mesmo?

Fato é que na carona da substituição dos alcoólicos, essas bebidas acabam trazendo um novo caráter para a categoria dos alcohol free, tomando o lugar dos convencionais refrigerantes e de outros ultraprocessados disfarçados de alternativas saudáveis.

São diversas opções de sucos e chás minimamente processados, kombuchas e outras bebidas fermentadas, além do switchel, é claro. O Kiro, por exemplo, que é composto por apenas quatro ingredientes (gengibre, mel, vinagre de maçã e água), foi pensado como alternativa sem álcool para maiores, para beber quando não está bebendo.

Além das garrafas e latinhas, nos bares e restaurantes, os conhecidos mocktails (drinks sem álcool) também ganham variações cada vez mais criativas, e já existem até lugares dedicados exclusivamente à venda desses coquetéis. Em São Paulo, o Jazz Restô & Burgers é um exemplo vivo. O lugar foi aberto em 2012 e hoje já conta com duas unidades na capital.

Já no caso das bebidas alcoólicas tradicionais, essas também vêm ganhando versões com menor graduação, como é o caso das small beer (cervejas que tem entre 0,5% e 2,8% de álcool na composição), além de mais opções zero álcool.

É PRECISO FALAR SOBRE CONSUMO MODERADO

Aprecie com moderação, essa é a dica. Isso porque não é novidade para ninguém que o consumo exagerado de álcool é nocivo para a saúde das pessoas, seja do ponto de vista biológico, psíquico ou até mesmo social. O uso abusivo de álcool pode levar a tristes consequências, incluindo casos de violência doméstica, sobretudo contra mulheres. Logo no início da quarentena, inclusive, a Organização Mundial da Saúde, a OMS, alertou para o aumento do consumo de álcool, sugerindo que os governos federais limitassem a venda de bebidas alcoólicas.

Apesar dos significados culturais e simbólicos que o consumo de bebidas alcoólicas adquiriu ao longo da história da humanidade (já são quase 10 mil anos!), o álcool é um produto complexo, e seus efeitos variam de acordo com a quantidade e a qualidade do que é consumido.

Por mais que o álcool forneça calorias ao organismo, elas são “vazias de nutrientes”, como explica a nutricionista Sheila Travain, especialista em nutrição nas doenças crônicas, “Embora o álcool forneça energia ao nosso organismo, não pode ser considerado um nutriente, pois a energia que oferece não é acumulável nem essencial para as nossas atividades orgânicas.”

Além de tudo, o álcool tem prioridade no metabolismo, afetando a queima da glicose e resultando em um aumento no acúmulo de gordura no corpo, sobretudo na região abdominal. “É uma fonte de energia diferente de todas as outras, pois não pode ser estocado no organismo, já que é uma substância tóxica e deve ser eliminada imediatamente”, lembra Travain.

Isso sem falar que o consumo de álcool em excesso também compromete as funções psicomotoras, como é possível visualizar no documentário The Truth About Alcohol.

*Texto publicado originalmente na newsletter de Kiro em agosto de 2020. Para assinar, clique aqui.

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