Como reinventamos uma banca de jornal

A banca, que fica na Rua Cônego Eugênio Leite, em frente ao Futuro Refeitório, foi inaugurada em 09 de novembro de 2019 e nela, seguindo na linha do sabor-saber, os exemplares de Kiro dividem espaço com publicações editoriais garimpadas pela Inesplorato, uma empresa de Curadoria de Conhecimento. Segundo Michele Okuhara, uma das curadoras de conhecimento da empresa, “A nossa participação [da Inesplorato] na banca vem para ajudar você também a melhorar sua dieta de informação, através da curadoria de conhecimento.”

O match entre Kiro e Inesplorato começou lá atrás, em 2016, quando a marca esteve entre os selecionados para receber uma consultoria especializada da empresa. “A gente se apaixonou pela bebida e, desde então, trabalhamos em parceria com eles”, conta Michele.

Assim que surgiu o projeto da banca, a ideia era preencher o espaço com livros novos a cada temporada ou estação, sempre permeando assuntos relacionados às mais importantes questões da sociedade e aos anseios pessoais. Com a chegada da pandemia, alguns ciclos foram interrompidos, mas a retomada dos livros para venda no local deve acontecer muito em breve.

“Desde o início da pandemia, a Inesplorato vem repensando a experiência de livros da banca e vai voltar com uma outra proposta no final do mês, mais completa e com um viés prático, aplicável aos desafios diversos de conhecimento”, fala Okuhura.

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A parte boa é que a proposta da banca do Kiro em parceria com a Inesplorato continua firme: promover a experimentação do primeiro switchel do Brasil e manter o mercado editorial aquecido — tema que inclusive vem sendo abordado em matérias e podcasts recentes -, valorizando assim as editoras e os autores independentes, e trazendo à tona temas atuais para a sociedade e o indivíduo.

Como surgiram as banca no Brasil?

O surgimento das primeiras bancas no Brasil data do século XIX e inicialmente elas não passavam de caixotes de madeiras que recebiam os jornais empilhados — antes esses eram distribuídos pelos jornaleiros nas ruas. Depois, viraram estruturas de madeira, e só na segunda metade do século XX é que passaram a ser de metal.

Conta-se que o nome “banca” deriva do sobrenome de Carmine Labanca, um imigrante italiano que teria aberto o primeiro ponto de venda fixo da capital carioca, entre o final do século XIX e começo do XX.

Na cidade de São Paulo, em 1986, uma lei municipal determinou que ⅓ das licitações das bancas fossem destinadas a viúvas, cidadãos com invalidez e idosos sem condições de subsistência.

O alvará das bancas também é hereditário e a banca que escolhemos para o Kiro, por exemplo, é de propriedade da Rose e do Guido há 27 anos.

*Texto publicado originalmente na newsletter de Kiro em agosto de 2020. Para assinar, clique aqui.

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